O olhar atento nos permite entender melhor as crianças

Desde que eles nascem tudo parece uma incógnita: “por que esta chorando?”, “Será que é fome?”, “Sono?”, “Tá molhado?”, “Cólica?”. Quando eles crescem um pouquinho as dúvidas continuam: “esse brinquedo é bom para ele?”, “Vai ser interessante?”, “Será que ele consegue?”, “Ele esta gostando do que estou propondo?”, “Ele está cansado dessa posição?”, “Ele está cansado no geral?”, “Está com sono?”, “Feliz?”. E parece que nunca acaba…
E pior, parece que quando estamos começando a entendê -los tudo muda e já não é mais o que achávamos. Lembro que quando o Rafa era bebê ele chorava muito (mas pensa num muito!!). E todo mundo dizia: “quando ele fizer 3 meses tudo vai melhorar”. Eu esperava loucamente por esse dia. E ele chegou, e justamente no dia dos três meses ele teve uma crise de choro gigantesca, e eu não tinha idéia do que estava acontecendo. Meu desespero foi tão grande que eu o levei ao pronto socorro pela primeira vez. Bom, nem preciso dizer que ele não tinha nada e eu fiquei com cara de pastel. Até hoje não sei dizer ao certo que ele tinha, acho que era fome, mas eu não o observei o suficiente para perceber as dicas que ele me deu.
Saber isso, ou descobrir essas informações com crianças bem pequenas ou até mesmo com as mais velhas não é “pá pum”, não é imediato. Existe uma construção, um aprendizado por parte dos adultos que estão à sua volta.
O segredo para entender o que ela está sentindo ou querendo dizer é a observação, a análise dos sinais que ela está apresentando. Aos poucos, as pistas vão se juntando e cada vez mais o quebra cabeça de quem é o serzinho ou o que ele está sentindo ou querendo dizer vai se resolvendo.
Depois de um tempo, quando ele estava mais velho e olhando outros bebês que estavam a minha volta pude perceber alguns passos que passaram a me ajudar na relação com ele e na orientação de outras mães com bebezinhos e que com certeza teriam feito toda a diferença para mim naquela época e que podem te auxiliar a entender esses pequenos:
1. Pare e respire
2. Olhe atentamente para a criança e observe suas expressões e gestos (põe a mão na boca, contorce o corpo, esfrega os olhos, procura colo)
3. Analise em qual situação a criança se encontra, olhe o ambiente (luz, sons, estímulos visuais, posição)
4. Coloque se na situação que ela está e tente perceber o que ela está sentindo (cansaço, frustração, desconforto, fome..)
5. Tente lembrar o que aconteceu antes do choro ou reclamações (assustou se, faz tempo que comeu, brincou e foi bastante estimulada, não conseguiu pegar um brinquedo..)

6. De acordo com o que observou intervenha, siga os seus instintos e some ao que está vendo e sentindo da criança. Mesmo com diversas pessoas dando opiniões, tente respirar e se conectar com a criança para que consigam se entender
A cada observação o quebra cabeça vai se construindo, e você vai sacando um pouco mais quem eles são. Experiências anteriores vão te ajudando a entender o que está acontecendo naquele momento (“ah, da outra vez que ele estava assim foi porque estava cansado demais…”). Em cada instante pode parecer que eles são outra criança, completamente diferente daquela que estava com você há 5 minutos, mas com um olhar atento e tranquilidade você vai ser capaz de compreender o que eles estão querendo te mostrar.
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