Muitas vezes a forma como agimos com nossos filhos podem levar a caminhos que não queremos…

A influência que os pais podem ter sobre o desenvolvimento de seu filho não está apenas relacionada a estimulação motora, cognitiva ou linguistica que eles oferecem, como também aos vínculos afetivos ou “apego seguro”, como alguns psicólogos chamam, que eles desenvolvem com seus filhos. Essa afirmação é baseada na premissa de que um bom desenvolvimento social e emocional (importantes para a vida toda), depende de cuidados consistentes na infância, especialmente até os 3 anos de idade.
Até aqui, sem grandes novidades não é mesmo? Hoje em dia esse assunto tem sido bastante recorrente nas mídias sociais…

No entanto, um relatório intitulado “Baby Bonds: Parenting, attachment and a secure base for children”, publicado 2014 pela Sutton Trust (que já publicou mais de 140 trabalhos de pesquisa sobre educação e mobilidade social), utilizando dados de um estudo realizado com 14.000 crianças nos Estados Unidos nos chamou a atenção: demonstrou que 40% das crianças não tem vínculos emocionais fortes com seus pais (o que eles denominaram de “apego inseguro”).

Não se trata de amor. Um apego seguro é construído a partir de pequenos gestos no dia-a-dia que traduzam para a criança (na linguagem que ela precisa e entenda), que pode se sentir confiante de que suas necessidades serão supridas. Que quando estiver angustiada, pode expressar suas emoções negativas com segurança e buscar a proximidade com o cuidador pois isso a fará se sentir melhor.

Todos queremos uma relação saudável, construtiva com nosso filhos, não é mesmo? A questão é muitas vezes não estamos atentos a isso no dia-a-dia, ou não imaginamos as repercussões que algumas ações nossas podem ter, especialmente sobre um ser em formação, nos afastando do caminho que gostaríamos. E isso fica mais evidente principalmente em situações de stress, complicadas tanto para nós, pais, como também para elas, que estão aprendendo a lidar com suas emoções.

Segundo as autoras (Sophie Moullin, Jane Waldfogel e Elizabeth Washbrook), existem dois tipos principais de apego inseguro (embora alguns pesquisadores distinguirem três ou quatro):

  1. Quando alguns pais respondem consistentemente ao sofrimento de seus filhos de forma insensível ou com rejeição, ignorando ou ficando irritado com eles. Quando experenciam isso, cerca de 25% das crianças aprendem a minimizar as expressões de suas emoções negativas e das suas necessidades e evitam os pais quando estão angustiados.

  1. Quando os pais são inconsistentes e imprevisíveis. Sobrecarregados pelas necessidades ou emoções próprias ou da criança, eles esperam que as crianças resolvam suas próprias necessidades, e assim respondem duramente ou ampliando o stress da criança. Vivenciando essas situações o bebê pode, em resposta, exagerar na expressão de suas emoções na tentativa de envolver os pais ou cuidadores, tornar -se residente a eles ou simplesmente não conseguir aprender uma maneira de gerenciar suas angústias e sentimentos (o que acontece com cerca de 15% da população infantil!)
Como pais, estamos em constante aprendizado, tanto sobre como educar uma outra pessoa quanto como lidar com nossas próprias emoções. É um trabalho que exige consciência da necessidade de atenção a como está o vinculo com as crianças, como nos comportamos com relação a ela. Requer persistência e constantes ajustes, afinal ninguém é perfeito e sempre é tempo de aprender. Mas saber que caminho queremos tomar já ajuda bastante…
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