Pequenas coisas do dia-a-dia que podem fazer toda a diferença no processo de apresentar o “mundo dos livros” para os nossos pequenos

Sempre fui daquelas que dá livros ou brinquedos educativos de presente (certamente herdei isso da minha mãe). Não que eu fosse uma assídua leitora (pelo contrário, nunca tive esse gosto muito aflorado, ainda mais se comparado com o resto da família), e na verdade li muito mais livros acadêmicos do que de ficção (minhas horas vagas eram preenchidas com música ao invés de livros). Mas mesmo assim sempre achei esse mundo dos livros fascinante e cheio de possibilidades, especialmente para crianças.
Já meu marido sempre foi apaixonado por livros desde criança, já leu vários livros dos mais diversos gêneros e está constantemente renovando a sua biblioteca…
Foi, então, muito natural inserir o Pedro nesse “mundo dos livros” desde muito pequeno. Resultado? Temos um pequeno devorador de livros em casa 😃 (e a mamãe pegou carona nesse gosto pela leitura também😉).
Mas como isso aconteceu certamente não foi do dia para a noite. Foram várias pequenas coisas que fomos fazendo ao longo do tempo (e que fazemos até hoje) para despertar e, especialmente,  alimentar esse interesse. Nada forçado mas, assim como é necessário para qualquer aprendizado da criança, apenas demos oportunidades para que ele sozinho pudesse explorar…
E hoje gostaria de compartilhar com vocês a primeira coisa que fizemos que acho que foi muito importante nesse processo todo: dar o ACESSO CONSTANTE aos livros e inseri-los no nosso dia-a-dia.
Dentro de casa fizemos isso basicamente de 2 formas:
1- Onde os livros eram/são guardados:
Não adianta a gente escolher os livros com toda atenção e carinho se nossos filhos só tiverem acesso a eles na hora que nós determinamos, na hora que nós escolhemos como sendo o “momento da leitura”. Eles precisam estar disponíveis para criança a toda hora assim como os brinquedos normalmente estão: ao alcance dos olhos e das mãos.  (na verdade temos tendência a separar “livros” de “brinquedos” como se fossem categorias completamente diferentes. Mas se pensarmos que através do brincar é como a criança aprende sobre o mundo e sobre si mesma, livros e brinquedos deveriam o mesmo “lugar” de importância em termos de acesso para a criança, não é mesmo?).
Aqui em casa – como vocês podem ver a baixo- onde os livros eram/são guardados variou um pouco  por vários motivos: 1) existem coisas que pais de primeira viagem não pensam quando estão planejando o quartinho do bebê; 2) resolvemos mudar o “estilo” do quarto no meio do caminho (contarei isso em outro post); 3) nem tudo que parece bonito é realmente funcional e tudo tem vantangens e desvantagens; 4) com uma criança em desenvolvimento (especialmente nos primeiros anos) é realmente preciso adequar as coisas para ela de tempos em tempo se você quiser dar ao seu filho uma certa autonomia; 5) mudamos de casa então tivemos uma nova oportunidade de reavaliar como queríamos o quartinho do Pedro.

Nossa última versão está na foto 5: uma estante supor fofa projetada por um prima arquiteta querida que fica ao lado da cama. Assim fica fácil escolher a historinha na hora de dormir 😉

Alguns comentários: (a) caixas de papelão são uma ótima forma de organizar os primeiros livrinhos do bebê pois ficam todos juntos (e ele pode escolher) e você pode colocar ao lado dele quando estiver sentado (foto 1); (b) prateleiras que permitem que os livros fiquem com a capa para frente tornam os livros mais atrativos para os pequenos (fotos 2 e 3), por outro lado cabem poucos livros e se tiverem proteção na frente – como era a nossa – dificulta a criança tirar os livros das prateleiras mais altas. Além disso sempre terão livros fora do alcance do seu filho; (c) organizar os livros da forma tradicional numa altura que seu filho possa alcançar permite que ele os manipule livremente (nem que seja para jogar todos no chão num primeiro momento kkk) e escolha qual prefere na hora da história. Dica: se tiver muitos livros, coloque alguns suportes entre eles pois senão fica difícil da criança puxar e guardar.

Mas mais importante do que “onde guardar” o que sempre buscamos foi a facilidade de acesso para ele escolher, pegar e, como ele mesmo descobriu, também guardar ❤️
2- Os momentos em que os livros eram apresentados
Não sei como funciona ou funcionava aí na sua casa mas, especialmente quando o Pedro era pequeno, sempre que eu saía para ir até a esquina parecia que eu estava de mudança kkk. Fraldas, mamadeira, chupeta, roupa extra, etc, etc etc e brinquedinhos certo? Pois bem, entre esses “brinquedinhos” estavam os livrinhos também! Por que não?
No caso eu levava porque já era algo que ele gostava, se interessava, então realmente seria algo que iria entretê-lo. Mas também podemos encarar de outra forma: às vezes num ambiente diferente a criança pode se interessar por coisas que normalmente não chamariam sua atenção em casa justamente por existirem mil outras à sua volta das quais ela gosta mais… sem contar que num ambiente agradável, num passeio no parque, por exemplo (sim, a ideia não é apresentar livros ou coisas que ela normalmente não se interessa numa situação estressante), tudo parece mais divertido, já pensou nisso?

Essas foram algumas coisas que fizemos e que funcionaram por aqui. Espero que tenha gostado! E como você faz na sua casa? Tem alguma dica para compartilhar com a gente?

No proximo post sobre  livros e literatura falarei sobre a importância da variedade e da criança poder escolher, com mais algumas dicas de como fazemos aqui em casa. Até mais!

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