Sugestões que podem auxiliar na hora da decisão

Escolher brinquedos para nossos filhos nem sempre é uma tarefa fácil. Mesmo que não sejam peças fundamentais para uma brincadeira acontecer (não é incomum as crianças – especialmente as menores – gostarem num primeiro momento mais da embalagem do que do brinquedo em si 😃), são instrumentos interessantes dentro do desenvolvimento infantil.

E quando estamos nesse processo, muitos fatores geralmente são levados em conta (em ordem variável de pessoa para pessoa): preço, qualidade (muitas vezes atribuída a algumas marcas específicas), acabamento (se forem brinquedos mais artesanais), durabilidade, material, facilidade para limpeza (especialmente para bebês), indicação de outras pessoas, o que nosso filho está pedindo naquele momento (quando são mais velhos)…. muitas vezes entram até questões pessoais nossas: brinquedos que remetem à nossa infância, o que nós achamos atrativos ou, até mesmo, o que nós mesmos gostaríamos de brincar hehe…

De uma forma ou de outra, essa escolha nunca deixa de ser um investimento, não apenas financeiro: queremos de fato que nosso filho aproveite aquele brinquedo, certo? E, de preferência, por um período maior do que alguns poucos dias kkk

Não há um brinquedo certo para todas as idades, mas trouxemos hoje algumas questões que podem facilitar nessa hora e que podem contribuir para o “sucesso” dessa escolha:

  • Quantos anos meu filho tem? Quais habilidades ele apresenta ou está desenvolvendo naquele momento? Certamente bebês que estão aprendendo a engatinhar precisam de brinquedos muito diferentes do que crianças pré-escolares, não é mesmo? Teoricamente, então é só olhar a idade indicativa do brinquedo, certo?  Mas mesmo assim é interessante analisar qual a proposta do brinquedo em si e quanto de ajuda ou não seu filho pode precisar para brincar com ele no momento em que o receber. É claro que podemos inventar novas formas de interagir com aquele brinquedo que não estejam no manual, para adaptá-lo às habilidades do nosso filho naquele período, mas temos que estar cientes disto, para não acabar gerando uma frustração, especialmente na criança, por não conseguir brincar com ele… Do mesmo modo, muitas vezes podemos comprar brinquedos para “crianças mais velhas” mas que nossos filhos já conseguem brincar…De uma forma ou de outra, o que devemos levar em consideração sempre é o nosso conhecimento sobre o nosso filho e do que ele é capaz.
  • Quais são os interesses do meu filho naquele momento? Crianças que estão desenvolvendo habilidades motoras a todo vapor, como começar a andar, precisam de brinquedos que favoreçam isso, como carrinhos ou bichinhos para puxar, por exemplo. Ou uma simples bola para ele gastar toda essa energia acumulada… Por outro lado, um pré-escolar “especialista em dinossauros” pode gostar mais de jogos, livros e brinquedos do mesmo tema. Pode parecer bobagem mas ter o personagem favorito num quebra-cabeça, por exemplo, pode fazer com a que a criança permaneça por mais tempo brincando (especialmente se for algo mais desafiador para ela), do que se fosse de um tema sobre o qual ela não conhece. E quanto mais aquele brinquedo for atrativo para ela, quanto mais “conversar”com seus interesses, maior a possibilidade dela encontrar, inclusive, novas formas de brincar com ele.
  • Em que estágio do aprendizado meu filho está? Uma criança que está começando a desenhar provavelmente precisa de espaços maiores (folhas de papel, lousa, etc) e lápis mais grossos e macios. Já uma criança mais velha, que está dominando a escrita, pode preferir lápis pequenos ou canetinhas de ponta fina para desenhar. O mesmo precisa ser considerados em jogos (quantidade de peças do quebra-cabeça, por exemplo), brinquedos que envolvam habilidades de preensão, encaixe, etc… É interessante também escolher brinquedos que incentivem as crianças a dar o próximo passo em seu desenvolvimento, considerando como você pode dar suporte para isso (nem que seja apenas um incentivo verbal).
  • Como posso auxiliar no desenvolvimento do meu filho? Na medida do possível é interessante garantir que nossos filhos tenham brinquedos que explorem diferentes áreas, favorecendo um desenvolvimento mais global da criança. São elas: habilidades motoras grosseiras (que estimulam o movimento em si), motricidade fina, raciocínio, habilidades sociais e auto-percepção. Especialmente quando as crianças são mais velhas e pedem o que gostariam de ganhar, é mais frequente esquecermos disso, até pelo medo deles não utilizarem um brinquedo diferente do que o esperado. Mas cabe a nós, pais, muitas vezes apresentar novos horizontes. Talvez elas não peçam simplesmente por não fazerem parte do universo que elas conheçam…

Lembre-se, mais simples muitas vezes é melhor. Os brinquedos não precisam ser caros ou serem cheio de funcionalidades de sons e luzes etc para serem boas ferramentas de aprendizagem, mas devem ser seguros, especialmente para crianças pequenas. E quanto maiores forem as possibilidades para se utilizar aquele brinquedo em diferentes idades, melhor investimento ele será.

Como tudo na vida, nenhuma escolha é 100% certa. Tem haver espaço para errar, experimentar, abrir novas portas que podem te levar a experiências que você  (e seu filho) nem poderiam imaginar. Coisas que você gostaria que seu filho experimentasse mas que ele pode gostar ou não. E tudo bem. vocês estão apenas se conhecendo…

#tempomagico #desenvolvimento #desenvolvimentomotor #desenvolvimentoinfantil #brincar #brincadeiras #brinquedo #aprendizadoinfantil #aprendizadomotor #aprendizagem #conexaomaeefilho #vinculomaeefilho #conexaopaisefilho #vinculomaesefilho #interacaomaeefilho #interacaopaisefilho #interacaomaeebebe

Share This

Gostou deste post?

Compartilhe!