Você brinca quando seu filho não está por perto?

Nessas ferias fomos para um hotel que, como muitos no mesmo estilo, tem atividades programadas para a família toda (em geral separadas para as diferentes faixas etárias).

Mas no sábado fizeram uma programação diferente, ao que chamaram de “Tarde da criança”: trouxeram várias brincadeiras “de antigamente” para pais e filhos se divertirem juntos. Tinha amarelinha, futebol de botão, bambolê, queimada, pipa… E foi realmente uma tarde deliciosa! Aquele sol gostoso, pessoas sorrindo para todos os lados, pais ensinando/mostrando aos filhos do que gostavam de brincar ou tentado aprender juntos (como foi o meu caso), afinal eu nunca tinha empinado pipa antes! (não que tenha tido muuuito sucesso dessa vez hehe).

Foi quando me dei conta de que estava me divertindo muito não só por conta do meu filho, por vivermos mais uma experiência juntos, mas por mim mesma sabe?

Nesse momento prestei atenção ao que estava escrito numa faixa perto do gramado e que me fez refletir:

“Ser criança é ter a idade da alegria: a sua!”

E o que pensei foi que, na maioria das vezes, buscamos brincadeiras por conta de nossos filhos, para que eles possam aprender algo, para entrete-los, para nos divertimos com eles…  mas com qual frequência nos envolvemos em alguma brincadeira por nós mesmos? (independentemente de estarmos ou não com nossos filhos?).

O neurocientista Jaak Panksepp refere-se ao brincar como “a fonte de alegria do cérebro“. Suas pesquisas mostram que o ato de brincar em qualquer idade aumenta a capacidade de auto-reflexão, favorece a comunicação, a empatia e a intuição. Brincar, além de proporcionar um maior equilíbrio emocional e controle do medo, também fortalece o sistema imunológico.

Todos estes efeitos no cérebro influenciam diretamente a nossa capacidade de resolver problemas, de ser criativos, de empreender e de pensar livremente. Atitudes e idéias inovadoras nos exigem estas habilidades.

Conclusão?
Preciso empinar pipa mais vezes … 😉

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