Acho que se perguntarmos para qualquer mãe, pai, o que eles desejam para o seu filho no futuro, entre as respostas mais prováveis está “que ele seja feliz”. O conceito do que é felicidade especificamente pode variar de pessoa para pessoa, mas de certa forma está relacionado às escolhas que qualquer um precisa fazer ao longo da vida. E escolher não é tarefa fácil.

Digo isso por mim mesma, sempre tive muita dificuldade. Fico pensando nas mil possibilidades, nos prós e contras de cada caminho, no medo de errar (mesmo que muitas vezes  não exista uma opção realmente certa ou errada), entre tantas outras coisas… e, é claro, essa dificuldade é variável de acordo com o peso daquela decisão na minha vida: escolher o sabor do sorvete é bem diferente de escolher mudar ou não de profissão (ou pelo menos deveria ser rsrs).

Bom, mas por que estou falando tudo isso??

Porque tomar decisões, da mesma forma que aprender um movimento novo, exige treino, e por isso podemos exercitar com nossos filhos (ou permitir que eles exercitem) desde cedo.

Porque  cada vez que você o deixa escolher se quer comer maça ou banana, ele tem que a olhar o que ELE realmente quer, do que gosta mais, do que tem vontade naquele momento. É assim que ele aprende a se conhecer e a se respeitar.

Porque quando você pergunta se ele quer assistir o desenho A ou B, ele aprende que não dá para ter tudo e que sempre estará abrindo mão de alguma coisa, e a lidar com isso.

A cada escolha, por mais simples que pareça, ele vai se descobrindo, se fortalecendo como pessoa… ele aprende inclusive a analisar se foi ou não uma boa escolha e talvez tentar diferente da próxima vez…e fazer isso com frequência tira um pouco do “peso” dessas decisões, que para nós podem parecer pequenas, mas que para nossos filhos muitas vezes são enormes dentro do mundo deles…

Claro que tem coisas que não cabe a eles decidirem mas, sempre que possível, permitir que seu filho escolha entre duas frutas, as músicas que vai ouvir, que livro você vai comprar na livraria, o que ele quer vestir podem ser ótimas formas de “treinar fazer escolhas” … Não precisa nem ser um leque grande de opções: 2 já são o suficiente (especialmente quando são menores). Vão ter momentos inclusive que eles irão querer abrir mão de decidir (pensar às vezes dá trabalho né??rsrs) … faz parte… mas é interessante deixar as decisões que dizem respeito a eles mesmos para eles…

Com o tempo parece que “tanta liberdade assim” vai dando mais trabalho… eles querem opinar sobre tudo, decidir sobre tudo (inclusive sobre o que não diz respeito a eles), e realmente dá mesmo. Mas hoje, enquanto adulta, sinto falta de ter treinado mais com as escolhas simples, mais descompromissadas quando era criança…

Acho que isso é uma das grandes “magias” de ser mãe ou pai: pegar toda a sua bagagem, usar sua experiência, ver o que foi bom e o que poderia ter sido melhor e passar isso para o seu filho, conduzindo ele a um novo patamar, a ser alguém melhor do que você é hoje..

Você concorda?

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