As experiências e estímulos pelos quais os bebês e crianças passam nos primeiros anos ajudam a determinar como serão na vida adulta

A todo instante, desde o momento em que estão na barriga da mãe e durante todo o seu desenvolvimento as crianças recebem estímulos, informações, processam tudo o que chega até elas e respondem da forma que o seu nível de desenvolvimento permite.
Cada vez mais estudos têm confirmado que esses fatores aos quais são expostas até os 6 anos, e principalmente até os 3 anos, atuarão de forma importante na formação da arquitetura cerebral, e essa determinará a sua personalidade, seus hábitos alimentares, seu comportamento motor e emocional, suas funções cognitivas, ou seja, como elas se relacionarão com o mundo e consigo mesmas.
Há muito já se fala que os bebês e crianças são como esponjas, e são mesmo! Absorvem tudo o que chega até elas, e cada coisa que sentem, que ouvem, que vêem é impresso no cérebro para que, sem filtro algum, seja a base para o crescimento deste órgão, formação de novas conexões e a cada momento consiga se expressão através de movimentos, comportamentos, palavras. O desenvolvimento ocorre de forma cumulativa, então os aspectos genéticos, se somam a cada experiência criando uma nova base e essa será o fundamento para outras vivências que ocorrerão.
Assim, cada experiência vivida e o que os adultos e, principalmente as mães e pais (pela maior ligação afetiva) apresentam às crianças tem uma importância e ajudará a determinar o futuro delas. É claro que isso pode ser moldado futuramente, quando elas forem mais velhas, quando tiverem maior capacidade cognitiva para avaliar quem elas são e tentar mudar o que quiserem. Mas todos nós sabemos como é difícil mudar. Existem comportamentos, habilidades, gostos que estão dentro da gente e que dá um trabalhão tentar ser diferente.
Vemos algumas pessoas que tem maior capacidade de ser resiliente, gentil, de praticar determinado esporte e diferentes no que gostam ou não de comer. Todas essas características podem ter sido influenciadas pelas experiências que elas passaram na primeira infância.
Separamos aqui alguns exemplos de quais fatores da primeira infância pode influenciar a vida adulta:

1. Saúde da mãe, durante a gestação, e da criança. Condições de doença não permitem que o desenvolvimento e crescimento ocorram em todo o seu potencial, além de impactar no aspecto emocional da mãe e da criança

2. Nutrição e alimentação. Além de promover saúde ambos permitem que o organismo esteja com todos os elementos necessários para crescer e aprender
3. Afeto e carinho de mães e pais. A atenção e conexão com mães e pais favorece o desenvolvimento e transmite segurança, amor e bem estar fundamentais para tornar se confiantes, para conhecer se e expor se na relação com os outros
4. Convivio social adequado (familiares e amigos). A presença de outras pessoas auxilia na observação de exemplos diferentes, treino de convívio social, uma preparação para as situações que irá viver
5. Estímulos e brincadeiras com outras crianças em ambiente externos, como parques, praças, praias…. Diversos estudos tem demonstrado a importância de as crianças saírem de casa, brincarem de forma livre e em espaços abertos para um desenvolvimento saudável
6. Exposição a diferentes estímulos, experiências e vivências. Levá los a lugares diferentes, apresentar os mesmos objetos e brinquedos em situações e ambientes diferentes, e por pessoas diferentes…
7. Stress crônico, abuso e abandono podem diminuir o desenvolvimento cerebral e a permanência do corpo em alto nível de alerta favorecem o aparecimento de doenças crônicas na infância e na vida adulta
Prover um ambiente seguro, saudável, com diferentes estímulos, lugares diversificados e com pessoas que vão nutrir a criança de afeto, segurança e tranquilidade favorece a formação de um indivíduo mais preparado para enfrentar o mundo.
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